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quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Mercado Magistral e suas Perspectivas

Falar sobre o mercado magistral hoje é apresentar um mercado completamente diferente e muito mais competitivo do que encontrávamos há 30 anos no Brasil. Só para se ter uma ideia, a farmácia de manipulação quase acabou nos anos 50, por conta da industrialização do país e o crescimento das indústrias farmacêuticas. Mas foi nos anos 80 que o setor voltou a ganhar fôlego com as restrições às importações e ao controle rigoroso de preços pelo governo. Com esse cenário, muitas indústrias deixaram de produzir medicamentos, abrindo espaço para o fortalecimento do mercado magistral.

Até o final da década de 90, o setor se dividia entre manipulação alopática e homeopática; Se restringia na manipulação de formulações personalizadas prescritas apenas por algumas especialidades médicas, como dermatologia, endocrinologia, ginecologia, reumatologia, entre outras. Para alguns empresários, esse foi o período mais rentável do setor, pois quase não havia concorrência e o investimento no processo de produção, qualificação e garantia de qualidade era muito menor do que o aplicado atualmente.


Porém, sem uma legislação direcionada ao mercado era comum a discussão sobre a qualidade do medicamento produzido nas farmácias magistrais. Mas em 2000, com o marco da criação da RDC 33/2000, voltada exclusivamente ao setor magistral e o advento do medicamento genérico, a classe médica passou a prescrever utilizando o nome do princípio ativo ao invés da marca, permitindo que as farmácias de manipulação pudessem aviar esses medicamentos. Nesse instante houve a explosão do número de farmácias magistrais, que já não se dividiam mais entre alopáticas e homeopáticas, além das drogarias que passaram a implantar em seus estabelecimentos laboratórios de manipulação e começaram a produzir fórmulas magistrais, aumentando ainda mais a concorrência.
Hoje, as farmácias de manipulação atendem praticamente todas as especialidades médicas, têm uma legislação direcionada, um trabalho intensivo de valorização do medicamento manipulado através de órgãos de classe, além da divulgação das farmácias de manipulação de forma independente. Para se ter uma ideia da concorrência que o setor magistral vive hoje, segundo a Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais e o Conselho Federal de Farmácia, em 2010 o setor magistral possuía aproximadamente 10% de todo o mercado de medicamentos no Brasil, que é o oitavo maior mercado do mundo nesse segmento, e contava com 7164 farmácias de manipulação e mais 1082 que atendem exclusivamente homeopatia.



terça-feira, 31 de maio de 2016

Diretoria 2014/2015 se despede do CRF/MG contabilizando inúmeras conquistas em defesa da profissão e dos farmacêuticos


          “Administrar um conselho de classe que representa mais de 20 mil farmacêuticos nunca foi tarefa fácil. São muitos os desafios que rondam as decisões administrativas que impactam na vida profissional e pessoal de tantos cidadãos. O que posso dizer é que, ao longo dos últimos dois anos, procuramos cumprir essa tarefa com o máximo de ética, transparência e respeito ao erário. Hoje, estamos nos despedindo dessa empreitada. E posso dizer, com orgulho, que conseguimos fazer um excelente trabalho”. Esta foi a afirmação feita pelo presidente Vanderlei Machado em sua despedida à frente da diretoria do CRF/MG, cargo que ocupou durante quatro anos seguidos.
          O bom trabalho a que ele se referiu se resume em importantes feitos em benefício da categoria. Eles podem ser percebidos em todas as áreas: gestão, fiscalização, capacitação profissional, tecnologia da informação, relacionamento com a sociedade. É da mesma maneira que começou, com transparência e respeito, que a diretoria 2014/2015 encerra o seu ciclo, apresentando aos farmacêuticos um balanço das principais conquistas alcançadas nestes 24 meses.
- Aprovação da Lei da Farmácia;
- Mobilização contra a MP 653/14;
- Encontros com os candidatos a governador;
- Atuação decisiva na extinção de taxas da Anvisa;
- Fortalecendo a assistência farmacêutica em Minas;
- Encarando a judicialização da saúde;
- A luta por mais farmacêuticos no SUS;
- Mérito Farmacêutico aos profissionais de destaque;
- Transparência pública como marca;
- Interlocução com outros Conselhos;
- Defesa dos farmacêuticos aprovados no concurso da SES-MG;
- Parceria com a SAF/SES;
- Propostas de mudança na grade curricular do curso de Farmácia;
- Profarminas;
- Teia: espaço virtual cadastra currículos e apresenta vagas de emprego;
- Campanhas de valorização com farmacêuticos reais;
- O CRF/MG a um clique do farmacêutico;
- Materiais de apoio no dia a dia profissional;
- Inscrição remida para farmacêuticos;
- Sistema de denúncias online;
- Prêmio Lúcio Guedes Barra;
- Boletim CRF Jovem dialoga com o futuro farmacêutico;
- Fiscalização educativa e cada vez mais próxima;
- Congressos reuniram milhares de farmacêuticos;
- Educação a Distância democratiza o acesso à capacitação;
- Responsabilidade social à flor da pele;
- Campanha pelo uso racional de medicamentos o dia 5 de maio passou a ter um sentido especial em Mina;


Artigo escrito para REVISTA DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS  Nº 51 - NOVEMBRO / DEZEMBRO DE 2015.



ROGER LUCAS DE OLIVEIRA RIBEIRO 

O farmacêutico em analises clinicas

Olá ...

Assista mais dicas sobre o farmacêutico em analises clinicas:




fonte: https://www.youtube.com/watch?v=nNCjwaFArDk


Uma entrevista ANIMAL!



Primeiramente eu gostaria de agradecer imensamente a Farmacêutica Adriana Oliveira, que muito gentilmente nos atendeu na Farmavet, onde é a responsável pela manipulação do estabelecimento. Meus mais sinceros agradecimentos, Isabela Alves




No dia 12 de Maio em uma conversa muito animada Adriana Oliveira, farmacêutica especializada em fármacos animais demostrou o seu imenso amor para com os animais, no qual ela esclareceu algumas duvidas sobre sua área de trabalho:

  
-Qual sua formação e onde a cursou?   
  Eu formei em Farmácia na Newton Paiva em Dezembro de 2007.

- Como foi o mercado de trabalho em geral para você?   
 Meu primeiro emprego foi em drogaria, como farmacêutica,  

-Como você começou na manipulação animal?    
 E eu fiz meu estágio e minha conclusão de curso em uma farmácia veterinária, Eu fiz minha monografia em uma farmácia que se chamava VETFARMA, que tinha manipulação animal e manipulação humana, mas lá era separado os laboratórios. Na época que eu trabalhei lá eu desenvolvi um produto sore a oxitetraciclina, e foi isso que eu defendi na minha monografia. Depois eu fui convidada para trabalhar na VETFARMA como farmacêutica lá. 

 - E sobre a faculdade sobre a manipulação animal?
Então Isabela, quando se fala em manipulação animal a faculdade não dá parâmetro nenhum para a gente, então realmente você tem que buscar fora. Eu fiz minha pôs graduação na Racine, depois eu fiz um curso na Racine que foi um curso de 6 meses em manipulação veterinária, e na Consulfarma manipulação veterinária oral, tanto interna como externa.

 - Como é a área de fármacos animais?
Eu vou te falar assim, é uma área que sempre você tem que estar se atualizando, não tem muita coisa em belo horizonte de manipulação veterinária. Todos falam que é a mesma matéria prima da manipulação humana o que diferencia é só a forma farmacêutica, mas a dosagem é totalmente diferente, né, a gente trabalha com capsula mas também com pasta oral, trabalha com biscoito, trabalha com xarope.  

 - O que você diria sore a manipulação veterinária em BH?
Eu acho que deveria valorizar mais a manipulação veterinária em BH, sabe da importância que a farmácia animal tem, das diferenças, a gente pode trabalhar com flavorizante que o cachorro gosta, com a dosagem certinha para o animal, a gente pode buscar os meios que a farmácia alopática normal não consegue. É muito carente ainda, sempre que tem congresso, que tem curso tem que estar atualizando.

 - Onde você acha que há mais incentivo?
Eu que faço muito curso fora acho que em São Paulo o sul também, o maior mercado veterinário no brasil é no sul, lá tem uma demanda muito grande de farmácia veterinária. É uma área que tem crescido muito e tem uma procura muito boa.

 - Para você qual o maior desafio da farmácia animal?     
É colocar no mercado, colocar para o cliente, para o veterinário que ele pode colar em forma de capsula, e também o diferencial, que é o biscoito, que faz muita diferença para o animalzinho, ele receber um biscoito que tem sabor de carne, de frango, o xarope, a gente pode fazer o por exemplo para aquele animalzinho que é diabético, aquele animalzinho que é alérgico, a gente pode oferecer esse diferencial. O desafio é tentar divulgar e que as pessoas verem que ele tem importância. 

 -Você acha que ainda há muita resistência? tanto do veterinário quanto do dono do animal?  
Hoje em dia não tem muito mais não, a gente tinha muito mas hoje a gente percebe que o veterinário está muito mais aberto a receber o farmacêutico ou o representante da empresa para conversar, qualquer dúvida que ele tem ele procura a farmácia, pede sugestão de formula. E antes isso não acontecia. 

- Porque você escolheu essa área de farmácia animal?   
Quando eu fiz minha monografia eu não tinha pensado nessa área. Quando você começa a lidar com isso, que você começa a atender, o proprietária que muitas vezes está com o animalzinho, com o cachorrinho que conta que relata o caso "a o veterinário fez isso, e tal “a gente vai pegando amor mesmo pelos animaizinhos, então você vai e faz aquela forma, aquele biscoitinho, pensando no animalzinho, que você atendeu. E isso que é diferente da humana, que lá você atende o paciente e pronto, aqui não, você vê o animalzinho, ele vem e se gosta do biscoitinho que você fez o dono vem e fala, "olha ele ficou bem", traz foto, então você vê realmente um retorno tanto do cliente quanto o animal. Na farmácia animal você sente que sim, o farmacêutico é importante, a gente é visto. 

- Qual foi seu melhor momento trabalhando com os donos e o animalzinho?          
Eu acho que quando o animalzinho está muito doente, que o proprietário chega chorando, que o animal está doente, está internado, e quando depois eles ligam falando que o remédio está fazendo efeito, mas acho que o maior retorno é quando ele sara, que eles vem aqui e falam, olha é esse aqui que estava doente, Você cria aquele laço. E hoje em dia, o cachorro, o gatinho é igual a um filho, eles cuidam. E eles gostam daquele carinho, daquele atendimento, de você explicar, mesmo que o veterinário passou tudo, mas você explicar, eles te dão um retorno, e isso não tem preço, você vê aquela felicidade. 

 - Qual foi o maior desafio na sua carreira?
Acho que as formulas que envolvem antibióticos e antifúngicos, por tem animalzinho que chega aqui, principalmente os gatos que não aceitam capsulas, que não aceitam biscoito, a maior dificuldade é você administrar um medicamento para o gato, até você chegar em uma formulação que foi a pasta oral para gato, que você passa ali na patinha dele e que ele vai gostar. Você tenta põe exemplo sabor peixe, ele não gosta, sabor salmão, ele não gosta, então vamos tentar sabor doce. Eu tenho gatinho aqui que gostou de sabor queijo. 

- Falando em mercado de trabalho, você tem um piso salarial definido?
Não, é o piso salarial normal com as horas definidas pelo sindicato. 





Para mais informações você pode encontrar-la no site da Farmavet, a loja super equipada está na rua Cláudio Manoel, número 23 - Funcionários, em Belo Horizonte, ou pelo telefone (31) 3284-3694, o horario de atendimento é de 08:00 às 18:00.





Perfil do profissional em Farmácia

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Deve ser humanista. As atividades desenvolvidas por este profissional geram impacto direto na saúde das pessoas, portanto, o farmacêutico deve ser ético e ter senso de responsabilidade. É estar sempre atualizado sobre novos produtos e tecnologias aplicadas à Farmácia.




Curiosidades

O que o ovo tem a ver com a insulina?

Mais do que vocês imaginam, porque, assim como o ovo, a insulina é uma proteína que se comporta de maneiras diferentes nas diversidades das condições ambientais a que ela é submetida.
O que acontece com o ovo se batemos a sua clara ou o colocamos sob uma fonte intensa de calor? Ele passa por transformações que alteram sua forma original. O mesmo acontece com a insulina. Por isso devemos tomar alguns cuidados, evitando:
  • Agitação extrema;
  • Alterações de temperatura (frio abaixo de 2 graus ou calor acima de 30graus);
  • Exposição excessiva ao ar (frascos em utilização por mais de 28 dias);
As transformações estruturais sofridas pela insulina, nessas situações descritas acima, não são perceptíveis visualmente, como no ovo, mas podem levar ao comprometimento do efeito desejado por ela. Ou seja, ela pode perder a sua função.
Por isso devemos ter um cuidado especial ao armazenar e/ou manipular a insulina.

Cuidados que devemos ter com a insulina

  • Não guardá-la na porta da geladeira, pois com o abre e fecha da porta, as variações de temperaturas são muito grandes.
  • Não armazená-la próximo ao congelador da geladeira, evitando assim que ela se congele. Guarde sua insulina nas prateleiras próximas a gaveta de frutas e verduras.
  • A Insulina que se encontra em uso, pode ser mantida fora da geladeira, desde que a temperatura ambiente não ultrapasse os 30 graus, devendo ser usada em até 28 dias.
  • Ao transportar o frasco de insulina em caixa de isopor, devemos evitar que ele fique rolado de um lado para o outro.
  • Quem usa insulina em caneta, deve retirar a agulha a cada uso, evitando assim a entrada de ar, que pode modificar a eficácia da insulina.





http://www.diabetesevoce.com.br/blog/diabetes-o-que-o-ovo-tem-a-ver-com-a-insulina/

domingo, 29 de maio de 2016

Prescrição deve alterar grade curricular dos cursos de graduação


          A Resolução 586/13 estabelece a prescrição farmacêutica com diferentes níveis de
complexidade. Os farmacêuticos têm uma formação específica em matérias que permitem um conhecimento adequado sobre o medicamento, desde o seu desenvolvimento, indicação, mecanismos de ação, doses, características farmacocinéticas e condições seguras de uso. Mas diante dos diferentes níveis de complexidade da prescrição farmacêutica e à constante evolução do arsenal terapêutico, é necessário desenvolver ações que aperfeiçoem a sua qualificação para prescrever.
          A Resolução recomenda quais são os conteúdos mínimos desejáveis para a qualificação do farmacêutico que deseja assumir essa atribuição e estabelece o requisito de reconhecimento da formação de especialista na área clínica para o profissional que pretende exercer a prescrição farmacêutica em níveis de maior complexidade.
          Para o CFF, um bom exemplo de como a regulação de uma atribuição profissional implica em aperfeiçoamento do processo de formação pode ser constatado com a conquista do direito dos farmacêuticos de atuarem na área de citopatologia clínica. A regulamentação dessa atribuição está influenciando positivamente a inserção do conteúdo nos currículos de graduação de vários cursos de Farmácia, bem como a busca de aperfeiçoamento pelos farmacêuticos analistas clínicos que optaram por atuar nessa área.

Artigo escrito para Farmacia Revista
REVISTA DO CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Nº 37 - SETEMBRO / OUTUBRO DE 2013

ROGER LUCAS DE OLIVEIRA RIBEIRO

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